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Psicodélico

em 07/01/2012 6 comentários


E se "de repente" sua percepção do mundo fosse outra? E se a realidade mudasse e se transformasse em algo novo que você não conhecia? E se você percebesse que na verdade a realidade não mudou, ela apenas apresentou-se a você de forma clara, limpa, sem borrões? Todas as suas perguntas tem resposta, não é assustador? Tudo é fantasticamente simples, tudo faz sentido. Não há preocupação. O "hoje" é o momento mais lindo e o único que pode ser vivido. Tudo vai acabar bem. Eu estou ligado a você. Eu posso te sentir, te compreender. Não estou preso a preconceitos, eu apenas faço o que tenho vontade. Eu demonstro o que sinto através da minha expressão, movendo minha sobrancelha, franzindo minha testa, sorrindo, chorando... Eu entendo que, apesar de qualquer coisa, a vida é uma experiência, que eu experimento todos os dias, até um fatídico dia que eu desconheço.

O termo "psicodelia" origina-se da composição das palavras gregas psiké (ψυχή - alma) e delos (δήλος - manifestação) - manifestação da alma.

(...) Exuberância criativa livre de obstáculos.

Créditos: Imagem + Termos

Apaixonada

em 22/12/2011 5 comentários


De que adiantam minhas teorias de que a paixão é um simples estado de acreditar na dúvida? Sim... Para mim que a paixão começa quando você se questiona: "será? será que eu estou apaixonado?" Pronto! A partir daí começa toda a saga que um apaixonado vive. E aquela pequena dúvida, que começou a se transformar em certeza, tilinta em sua mente - junto das imagens dos detalhes do corpo da pessoa - te fazendo quase enlouquecer. No começo uma sensação de leveza incomparável toma seu corpo, como uma droga gostosa que te faz sentir leve, extasiado. Depois é uma tortura, mista do desejo aparentemente simples de tão somente estar perto - e de preferência o mais perto possível - daquela pessoa. Se um beijo acontece, o que poderia ser mais perfeito? Se a pessoa pergunta a teu respeito? Oh meu Deus...

Quando eu era pequena - já com pensamentos "maduros" - eu me questionava quando eu pararia com essa infantilidade de se apaixonar. Eu pensei que com a idade que estou agora já não seria tão fácil assim. Que bobagem! Talvez paixão seja o sentimento mais bestialmente adulto que existe. O meu problema (problema?) é que minhas paixões duram bastante tempo.

Cá estou eu... Rindo pelos cantos, cantando músicas melosinhas de amor e me vendo perfeitamente feliz em deitar na cama enquanto o sol bate em meu rosto para somente ficar lembrando dos momentos que eu passei junto dele e imaginando os momentos que virão... É tão bom. Eu não pensei que pudesse ser assim novamente: tudo parecer florido, bonito, alegre, em paz... E por mais que eu insista que é loucura criar expectativas, eu crio. E se houverem dores, que fiquem para amanhã.

"Into Your Arms" - The Maine

Plenitude

em 27/10/2011 3 comentários


"(...) talvez porque a alma é grande e a vida pequena (...)"


E se tudo que buscamos da vida é satisfação? Um prazer, um retorno, um sorriso, a admiração de quem importa e de quem não importa tanto assim... O sucesso, uma paz meio que indefinida, a plenitude do conhecimento, mesmo sabendo que morreremos sem saber quase nada. Realmente, a nossa alma almeja algo que está além de nós. Falo isso por mim pelo menos: a minha alma almeja algo que está além de mim, que eu preciso conhecer mais. E a vida é pequena, corrida, desejosa. É um balanço entre precisar e querer. É uma briga entre aceitar e se revoltar e ainda por cima é curta. São nesses momentos que me parece óbvio que o fato de parecermos mortais é apenas aparência. Dentro de nós há algo infinito que necessita ardentemente da eternidade. Mesmo que obtivéssemos prazer oriundos do dinheiro ou de qualquer outra coisa dentro dos extremos entre nascer e morrer, tudo acabaria no morrer e teria sido inútil. Acredito, sim, que a felicidade deva nos acompanhar em tudo que fazemos e que devemos viver a nossa vida da melhor forma possível. Mas também acredito que cada um tem um propósito e que o fato de pensarmos e amarmos não é à toa. Acredito que viver sem saber o seu propósito é um tanto quanto perigoso. Enfim, eu tenho pensado em tantas coisas ultimamente... Em coisas sérias, em coisas bobas, em coisas importantes, em futilidades e em coisas demasiadamente profundas. Acho que todo ser-humano é assim, isso é digno de nós. Nós. Que lindo, não é? Nós.

Créditos: Imagem + Trecho de Música

Me encontro...

em 05/10/2011 7 comentários


Na tranqüilidade, paz&amor, na filosofia barata (quem sabe), na filosofia verdadeira, na discussão dos problemas sociais... No rhythm and poetry. No mar que - estranhamente e surpreendentemente - já sinto saudades. Na minha eterna parça ♥ Na minha verdade, nas minhas palavras, nos meus versos tímidos, nos meus textos de amor precoce. Na liberdade. No estilo que eu me encaixo. No menino que eu sinto vontade de beijar. Na melodia, na música. No calor do Sol. Naquela vagabundagem e preguiça que tem que ir embora. No meu jeito certinho demais. No meu lado errado e perigoso. No gostinho de quero mais. Nas lembranças, no passado, no presente e no futuro. Nos olhos alheios. Nos animais. No futebol. No que poderia ser. No que é. No meu pessoal. Nos diálogos. Na reversão da vergonha. Nas gargalhadas a dois. No querer dizer sim. No prazer. No significado subjetivo.

Aonde eu me encontro.

Vestir-me de mim

em 26/08/2011 4 comentários
Mais uma vez o Sol teimou em somente iluminar e não resplandecer... Constatei que não vejo um dia azul há pelo menos uma semana. E no meio de tanta lamúria por fazer tão frio aqui no sul, é óbvio que também senti falta de escrever. Vou falar então de algo que volta e meia eu fico pensando e analisando.

Conviver consigo mesmo o tempo todo é uma das habilidades humanas mais admiráveis. Tem pessoas que você ama de paixão, adora a companhia... No entanto quatro dias consecutivos juntos e algumas faíscas já são liberadas quando - não surpreendentemente - existe o atrito. Agora, conviver com você próprio 24 horas por dia, cada segundo, cada minúsculo instante... caramba! Dividir consigo os pensamentos, os questionamentos, os problemas; relembrar as responsabilidades, encher o próprio saco! xD Por isso é que é tão necessário reinventar-se e agregar. Ouvir música, ler, assistir televisão, o que seja... Grudar em si algo que não seja você. Conversar com os amigos um assunto qualquer; debater sobre um tema {ir}relevante; ser louco em grupo, pois ser louco sozinho é loucura de fato! hahaha Que intensa essa arte de viver, que confuso esse fato de existir.

(Foto que eu tirei do João-de-Barro, que todos dizem ter mulher, mas que eu sempre vejo sozinho, no seu pequeno lar).


Resumindo o post:

Às vezes me canso de me ser... Todos, todos podem fugir de mim, eu não, meu destino é me ser. Vestir-me de mim todas as manhãs e me interpretar pelo resto da vida... Isso cansa! - Clarice Lispector
 
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