Vestir-me de mim

em 26/08/2011 4 comentários
Mais uma vez o Sol teimou em somente iluminar e não resplandecer... Constatei que não vejo um dia azul há pelo menos uma semana. E no meio de tanta lamúria por fazer tão frio aqui no sul, é óbvio que também senti falta de escrever. Vou falar então de algo que volta e meia eu fico pensando e analisando.

Conviver consigo mesmo o tempo todo é uma das habilidades humanas mais admiráveis. Tem pessoas que você ama de paixão, adora a companhia... No entanto quatro dias consecutivos juntos e algumas faíscas já são liberadas quando - não surpreendentemente - existe o atrito. Agora, conviver com você próprio 24 horas por dia, cada segundo, cada minúsculo instante... caramba! Dividir consigo os pensamentos, os questionamentos, os problemas; relembrar as responsabilidades, encher o próprio saco! xD Por isso é que é tão necessário reinventar-se e agregar. Ouvir música, ler, assistir televisão, o que seja... Grudar em si algo que não seja você. Conversar com os amigos um assunto qualquer; debater sobre um tema {ir}relevante; ser louco em grupo, pois ser louco sozinho é loucura de fato! hahaha Que intensa essa arte de viver, que confuso esse fato de existir.

(Foto que eu tirei do João-de-Barro, que todos dizem ter mulher, mas que eu sempre vejo sozinho, no seu pequeno lar).


Resumindo o post:

Às vezes me canso de me ser... Todos, todos podem fugir de mim, eu não, meu destino é me ser. Vestir-me de mim todas as manhãs e me interpretar pelo resto da vida... Isso cansa! - Clarice Lispector

O amor é a única revolução verdadeira

em 20/08/2011 6 comentários
Sabe, o que eu quero mesmo é o amor. Eu quero gestos simples que demonstram sentimentos enormes. A energia transmitida num abraço puro; a mensagem contida numa troca de olhares sinceros; a ajuda oferecida mesmo que não haja recompensa; o perdão que renova e transforma, regenera e cicatriza, sara e faz bem. Não sei qual de tantas filosofias que existem está errada. Nem tudo que eu sigo é completamente verdadeiro, eu sei. Não sou dona da razão. Seria tão mais lindo e produtivo o amor. O amor sem barreiras, distribuido em conversas genuínas onde as almas se conhecem sem preconceitos, sem restrições. O amor forte e impossível de arrebentar, que não existe por um motivo específico, mas que faz as pessoas se amarem sem nem saber o por quê. Esse amor.
 
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